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contributos

Prioridade à Formação, também na Área da Segurança  
Por: Paulo Machado

A qualificação dos Portugueses, na dupla perspectiva da formação profissional e do desenvolvimento das suas competências sociais e cívicas, tem sido referida como uma das prioridades do futuro Governo de Portugal, da responsabilidade do Partido Socialista.

Ainda bem que assim será e que essa prioridade constitui um desígnio para o desenvolvimento do País. Esperemos, também, que o esforço colectivo exigido não seja mal entendido e/ou desconsiderado por quem opina publicamente, falando ou escrevendo sobre a paixão dos socialistas, amores esquecidos, etc...

Mas a ideia central deste contributo consiste em defender que essa deverá ser, igualmente, uma prioridade máxima no domínio da gestão política da segurança pública.

É urgente retomar, recuperar e apostar fortemente na reforma do modelo de formação nas forças e serviços de segurança. Também aqui nessa dupla perspectiva: qualificar os profissionais da segurança pública e garantir-lhes uma formação (inicial e contínua) que robusteça as suas competências sociais e cívicas.

A questão não é retórica nem se esgota numa cosmética de renovação curricular. É necessário que todos compreendamos a importância para a segurança, tranquilidade e desenvolvimento livre de Portugal, da existência de homens e mulheres a exercerem confortavelmente a sua actividade, capazes de intervir e esclarecer o porquê de se agir "assim e não assado"; de participar em parcerias para o desenvolvimento, em projectos de índole social, sem tibiezas ou retraimentos; enfim, de exercerem a sua actividade profissional com segurança.

O PS sabe a importância desta matéria. Cabe agora ter a oportunidade de provar que lhe dará a prioridade que merece.

Por: Paulo Machado

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