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Fórum Novas Fronteiras 2009-2013: Economia 04.JULHO.2009

Defender o Emprego, criar oportunidades, especializar e desenvolver Portugal, internacionalização, desígnio nacional, o turismo - Pivot de actividades complementares, PME´s - Prioridade e Políticas, foram os vários painéis temáticos que estiveram em destaque no Fórum “Novas Fronteiras”, dedicado ao tema Economia e que reuniu dezenas de especialistas na Fil, em Lisboa, no passado dia 4 de Julho.

António Vitorino, fez as “honras da casa” e no painel dedicado às alterações climáticas, o coordenador do fórum lembra que este é um “ tema dominante do mundo pós-crise”.

O secretário- geral do PS, José Sócrates, lembrou que as qualificações, energia, alta velocidade e banda larga, a internacionalização da economia e as políticas sociais são as “palavras-chave” que presidirão ao programa do governo que o PS apresentará às legislativas.

“A nossa estratégia, as nossas orientações e palavras-chave que estão no nosso espírito são: qualificações, conhecimento, energia, mais exportações", apontou José Sócrates, que propôs um "pacto com as pequenas e médias empresas" para a internacionalização da economia.

"Inserir o país nas redes do conhecimento global mas também nas redes físicas e infra-estruturas da alta-velocidade" são as prioridades do programa de governo do PS.

As qualificações e a “continuação da aposta no programa Novas Oportunidades” é a “primeira das prioridades”, disse o secretário-geral do PS.

José Sócrates justificou a defesa da alta velocidade com a necessidade de inserir o país “nas redes físicas de infra-estruturas para ficar mais ligados ao centro [da Europa]”. Na área da energia, o secretário- geral do PS defendeu o investimento no sector como “um contributo para a redução do endividamento externo”.

“A verdade é que o endividamento externo é um mal crónico, mas esse endividamento tem raízes estruturais e que cerca de 50 por cento desse endividamento é devido à compra exterior do petróleo. Quanto mais reduzirmos essa factura, mais contribuiremos para que Portugal evolua nesse domínio”.

Quanto às políticas sociais, José Sócrates defendeu que o Estado deve proporcionar “igualdade de oportunidades para todos”, recusando uma “visão assistencialista” mas ter “o valor da igualdade que é condição para o sucesso económico”.

O secretário-geral socialista propôs ainda, um pacto para a internacionalização das pequenas e médias empresas, e defendeu que cabe ao Estado o papel de direcção nesse objectivo.

Na apresentação das prioridades do programa económico às próximas legislativas, José Sócrates, falou de uma necessidade de dar resposta à crise e de “modernizar o país”, com um programa assente “nos valores da esquerda democrática e do centro esquerda”.

“O Estado tem um papel inestimável no sentido de promover a internacionalização das indústrias e empresas, em particular das pequenas e médias, já que as grandes não precisam muito do Estado para isso”, afirmou, acrescentando que a identificação de novos mercados é uma das tarefas em que o Estado pode ajudar.

O “pacto para a internacionalização” que propôs implica “uma concertação estratégica entre o Estado e o sector privado”, em particular nos sectores onde Portugal “é mais competitivo” como "turismo e madeiras" e também nos sectores tradicionais como os têxteis e o calçado.

Sócrates defendeu que é preciso “juntar as empresas para lhes dar dimensão e escala” e “fazer programas para que o Estado as possa apoiar na tarefa de internacionalização”.

Neste sentido, o vice-presidente da Comissão Europeia, Gunter Verheugen , falou sobre as políticas dirigidas às pequenas e médias empresas e considerou que “Portugal fez esforços importantes nos últimos anos para facilitar a vida às PMEs”. O vice-presidente da Comissão Europeia destacou, a título de exemplo, “o sistema criado para as empresas se financiarem junto dos bancos” no âmbito da “resposta à crise”, referindo-se às linhas de crédito anunciadas pelo Governo.


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