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Novas Fronteiras:Fórum Desporto 08.SETEMBRO.2009

O secretário-geral do PS, José Sócrates, disse estar orgulhoso do trabalho desenvolvido pelo seu governo na área desportiva e defendeu que a prioridade deve continuar a ser a da última legislatura: a aposta no desporto escolar.

Sócrates, que falava no "Fórum Desporto", realizado em Lisboa no quadro da iniciativa "Novas Fronteiras", apontou como outros grandes eixos da política pública de desporto o apoio ao desporto de alto rendimento e a realização de grandes eventos desportivos no país.

"Nós queremos uma política pública de desporto que tenha como principal orientação promover a generalização do acesso à prática desportiva e queremos fazê-lo com igualdade de oportunidade", disse, salientando que tal só é possível "apostando na escola pública e no desporto escolar e fazê-lo logo no início, no primeiro ciclo do básico".

Recordando os tempos em que tutelou a pasta do desporto, e lembrando a organização do Campeonato Europeu de futebol de 2004 - "foi o período que eu me lembro da minha vida em que vi mais felicidade no nosso país", disse -, o líder socialista defendeu que Portugal deve continuar a apostar na realização de grandes eventos, sem nunca falar em concreto da eventual organização conjunta do Mundial de futebol de 2018.

"A organização de grandes eventos desportivos internacionais é absolutamente fundamental para um país como Portugal, pois isso promove a prática desportiva, induz o investimento em infra-estruturas desportivas e porque isso é o melhor contributo para a afirmação de Portugal do ponto de vista internacional", disse.

Numa sessão presidida pelo secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, e com a participação de diversos atletas e antigos atletas - alguns dos quais fizeram questão de salientar a sua "distância" em relação ao PS embora aplaudindo a acção governativa na última legislatura, casos do antigo futebolista João Vieira Pinto e de Nuno Fernandes, antigo presidente da comissão de atletas olímpicos -, José Sócrates recordou que também ele faz desporto.

A esse propósito, disse que "o facto de alguns verem com estranheza" que faça desporto, designadamente corrida, "não faz parte do Portugal moderno". Defendeu mesmo que o "o país precisa de atitude de um desportista, de quem parte para a sua prova seguro de si, confiante em si próprio, com a atitude própria de um desportista", na única parte da intervenção com alusão directa às eleições legislativas de 27 de Setembro. Sócrates defendeu a propósito que, nas eleições, "há uma escolha entre programas e ideias mas também uma escolha a fazer em termos de atitude" e completou, "também nunca vi um pessimista vencer uma única prova desportiva".


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