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Memórias do Andaluz - Novas Fronteiras
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Memórias do Andaluz

Hiostórias de Batalhas e Reinos
Viagens com especialistas / Memórias do Andaluz

Memórias do Andaluz

desde 925€

por pessoa
13 Jun - 17 Jun 2018
5 dias
Mín. 15 pessoas Pessoas

O al-Andalus surge como uma nova província do Califado Omíada de Damasco, mas, após a revolta dos Abássidas, em 756 este território autonomizou-se por iniciativa do príncipe ‘Abd al-Rahman, dando origem ao Emirado de Córdova. Este período foi marcado por um florescimento científico, cultural e artístico, destacando-se neste último a construção da Grande Mesquita de Córdova e da cidade palatina de Madinat al-Zahra.
O enfraquecimento do poder central levou ao surgimento de algumas revoltas, que a par com a pressão criada pelos reinos cristãos do Norte peninsular, provocaram o colapso do califado, em 1031. Surgem então diversos pequenos reinos denominados taifas (do árabe “ṭawā’if”, divisão), sediados em cidades, como Badajoz, Saragoça, Sevilha ou Toledo.
Entretanto começou a verificar-se a unificação dos vários reinos cristãos (Galiza-Leão-Castela-Navarra e Aragão-Catalunha), o que territorialmente permitiu que aqueles se impusessem, avançando para Sul, pilhando e cobrando tributos. Para suster as suas investidas, o rei de Sevilha pediu auxílio aos Almorávidas, que no Magreb tinham fundado uma nova dinastia. Em finais do século XI, aqueles vão unificar o território do al-Andalus, fixando a sua capital em Córdova.
Embora se tenha verificado um novo folego das comunidades islâmicas, a centralização de poder não se chegou a efectivar, acabando por ocorrer uma nova fragmentação, na sequência de várias revoltas, que levou às segundas taifas.
Nos finais do século XII, no Magreb, surgiu a Dinastia Almóada, que reunificou as taifas e reconquistou grandes extensões de território. A vitória almóada na Batalha de Alarcos, em 1195, constituiu o apogeu dessas acções militares, incapacitando fortemente o progresso dos cristãos durante quase duas décadas. No entanto, o avanço cristão era imparável, o que levou a que os magrebinos sofressem uma pesada derrota na Batalha de Navas de Tolosa, em 1212, dando origem ao período das terceiras taifas. Sucessivamente, no decorrer de outras batalhas, todas foram sendo conquistadas pelos reinos cristãos.
A partir dos finais do século XIII, o rei de Granada, numa aliança com os Merínidas de Fez, reconquistou alguns dos territórios perdidos, mas acabou derrotado por uma aliança das forças cristãs de Portugal, Castela e Aragão, na Batalha do Salado, em 1340. Por fim, após uma resistência de quase dois séculos, o Reino de Granada foi entregue aos Reis Católicos, em 1492.

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Memórias do Andaluz

desde 925€

por pessoa

1º dia – 13 de junho (4ª feira) – LISBOA | CASTRO VERDE | VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO | SEVILHA

Saída de Lisboa às 7h00 (Sete Rios – Porta principal do jardim Zoológico) em direcção a Castro Verde. Visita à Basílica Real, mandada construir por D. João V (1689-1750) para comemorar a vitória das tropas cristãs comandadas por D. Afonso Henriques contra as forças muçulmanas na Batalha de Ourique (1139). Partida para Vila Real de Santo António. Almoço em Restaurante local. Continuação para Sevilha, cidade nas margens do Guadalquivir, posição geográfica que favoreceu o seu desenvolvimento ao longo de vários séculos. Importante porto durante o Império Romano vai continuar a desenvolver-se durante a presença islâmica no al-Andalus, principalmente durante o período das taifas, sob a égide dos Abádidas, sendo uma das mais poderosas. Os Almóadas vão aqui instalar a sua capital no território peninsular no século XII, época em que tem lugar várias alterações urbanísticas na cidade. Jantar e alojamento no Hotel Exe Sevilla Palmera 4**** ou similar.

2º dia – 14 de junho (5ª feira) – SEVILHA | RONDA | GRANADA

O centro histórico de Sevilha é marcado por um urbanismo labiríntico, em parte herdado da presença islâmica de mais de cinco séculos. Neste “labirinto” destacam-se o alcázar e a catedral, ambos integrados na lista do Património Mundial da UNESCO desde 1987. A catedral foi construída no século XVI no local onde se encontrava a grande mesquita almóada, erguida no século XII e que após a conquista da cidade foi convertida em templo cristão. Do edifício original, embora com algumas alterações, permanecem o Pátio das Laranjeiras e o minarete, conhecido com La Giralda. O alcázar tem origens numa fortificação construída pelos Omíadas sobre estruturas mais antigas. Vai ser alvo de várias ampliações durante os períodos das taifas, assim como durante presença dos Almorávidas e dos Almóadas. Os reis cristãos também vão ser responsáveis por diversas alterações e novas construções, muitas vezes com recurso a artífices de origem islâmica. Após o almoço, saída para Ronda, famosa pela sua ponte sobre o rio Guadalevín. Pequeno percurso no centro histórico desta cidade conquistada apenas em 1485, com destaque para a igreja de Santa Maria Maior, onde subsiste o minarete e outros elementos da antiga mesquita. Continuação para Granada, capital da dinastia Nazarí, localizada no sopé da Serra Nevada. Jantar e alojamento em Granada, no Hotel Los Angeles 4**** ou similar.

3º dia –15 de junho (6ª feira) - GRANADA

Visita aos palácios do Alhambra e Generalife, construídos durante a dinastia Nazarí (1238-1492) e classificados como Património da Humanidade pela UNESCO em 1984. O Alhambra é um complexo arquitectónico fortificado, que corresponde ao núcleo original da cidade. Além da área da medina, onde se destacam os complexos de banhos, e da alcáçova, encontram-se aqui os palácios da antiga corte, cujos compartimentos, organizadas em redor de vários pátios, mostram notáveis trabalhos em escultura e estuque. Carlos V (I de Espanha) foi o responsável pela construção de uma área residencial no século XVI, assim como de um palácio que acabou por nunca ser concluído, onde hoje se encontra o Museu do Alhambra e o Museu de Belas Artes de Granada. O Generalife é uma residência palaciana de veraneio, que se encontra ligeiramente afastada do restante complexo, onde se destacam as áreas ajardinadas, decoradas por diversos tanques e jogos de água, muito do agrado das comunidades islâmicas. Após o almoço percurso pelo centro histórico, com destaque para o bairro Albaicín, que preservara sua fisionomia medieval, com as casas brancas organizadas ao redor de pequenos pátios. Em 1523, por ordem dos Reis Católicos, no local da antiga mesquita foi construída a actual catedral. Isabel de Castela e Fernando de Aragão estão sepultados na Capela Real que se encontra anexa àquela última. No mesmo local, além da sua filha, Joana, a Louca, e do marido daquela, Filipe, o Belo, repousa ainda, numa pequena urna, um dos netos dos reis católicos, D. Miguel da Paz, filho do rei D. Manuel I de Portugal. Tempo Livre Jantar e alojamento.

4º dia – 16 de junho (Sábado) – GRANADA | JAEN | CORDOVA

Saída para Jaén. Visita ao centro histórico da cidade conquistada em 1246 por Fernando III de Castela. A cidade desenvolveu-se no sopé de uma alta montanha, sobre a qual os muçulmanos construíram uma fortaleza, ampliada pelos cristãos após a conquista da cidade. Na medina destacam-se os banhos árabes, construídos no século XI e que são os melhores preservados em toda a Espanha, assim como a grandiosa catedral erguida a partir do século XVI no local da antiga mesquita. Após o almoço, partida para Córdova. Visita à catedral-mesquita, mandada construir por Abd al-Rahmán I (731-788) nos finais do século VIII, tendo sofrido várias ampliações nos séculos seguintes. Fernando III de Castela converteu-a em catedral, mas foi só no século XVI que Carlos V ordenou a construção da actual igreja no seu interior. O complexo está classificado pela UNESCO desde 1984. Tempo Livre. Jantar e alojamento no Hotel Eurostars Conquistador 4**** ou similar.

5º dia –17 de junho (Domingo) – CORDOVA | MADINAT AL-ZAHARA | ZAFRA | LISBOA

Saída para Madinat al-Zahra, cidade palatina fundada pelo califa Abd al-Rahmán III (891-961) no sopé da Serra Morena. Segundo a tradição o nome da cidade deve-se a uma homenagem à favorita do califa. O enorme complexo arqueológico incluí a área palaciana, onde se encontram as residências do califa, assim como de outras individualidades da corte, além da mesquita e dos jardins. Nos edifícios destacam-se os intrincados estuques decorados em relevo. Pouco tempo depois da morte do califa, a cidade foi saqueada durante uma revolta berbere, ocorrida em 1010, ficando deste então abandonada, sendo muitos elementos arquitectónicos reutilizados noutras construções na própria cidade de Córdova. O museu do complexo arqueológico recebeu o prémio de Museu Europeu do Ano em 2012. Continuação para Lisboa por Zafra, onde terá lugar o almoço. Regresso a Lisboa. Fim da viagem.
Ver especialista

Carlos Boavida

Historiador / Arqueólogo

Licenciado em História, variante Arqueologia, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Mestre em Arqueologia pela mesma instituição, onde integra o Instituto de Arqueologia e Paleociências.

 

Conta com várias comunicações e artigos publicados sobre Arqueologia Medieval e Moderna em Portugal, resultado de colaborações com diversas instituições públicas e privadas.

É membro da Associação dos Arqueólogos Portugueses.

 

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Memórias do Andaluz

desde 925€

por pessoa

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Memórias do Andaluz

desde 925€

por pessoa

 

  • Preços por pessoa
    Mínimo de 15 participantes
  • Em quarto duplo
    925€
  • Suplemento quarto individual
    145€

O preço inclui

  • Acompanhamento por parte de Carlos Boavida durante toda a viagem;
  • Acompanhamento por um elemento de Novas Fronteiras Viagens durante toda a viagem;
  • Transporte de autocarro de turismo;
  • 4 noites de alojamento em hotéis de 4*****;
  • Pensão completa (desde o almoço do 1º dia ao almoço do último dia);
  • Todos os transportes como indicado no programa;
  • Guias locais de expressão portuguesa ou espanhola;
  • Todas as visitas mencionadas no itinerário;
  • Todas as entradas mencionadas no programa;
  • Todos os impostos aplicáveis;
  • Seguro Multiviagens.

    O preço não inclui

    • Transporte;
    • Refeições;
    • Qualquer serviço não mencionado