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Marrocos e a herança Portuguesa no Magreb - Novas Fronteiras Viagens
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Marrocos e a herança Portuguesa no Magreb

Presenças históricas
Viagens com especialistas / Marrocos e a herança Portuguesa no Magreb

Marrocos e a herança Portuguesa no Magreb

desde 1850€

por pessoa
22 Fev - 01 Mar 2020
9 dias
Mín. 15 Pessoas

Viagem a Marrocos

 

A conquista da cidade de Ceuta, em 1415, marcou o início de uma presença portuguesa no Magreb que se estendeu ao longo de quase três séculos e meio.
Terminada a guerra com Castela e não restando territórios a sul para conquistar aos Mouros, várias foram as motivações apontadas pelos cronistas (e mais tarde pelos historiadores) que explicam a partida para o Norte de África. Se o objectivo mais óbvio passaria pela glória militar dos cavaleiros através do ataque aos infiéis muçulmanos, não menos importante foi a intenção de controlar os fluxos comerciais que passavam por Ceuta, mas também o próprio Estreito de Gibraltar, limitando desse modo as movimentações de corsários, que a partir daquela região atacavam as vilas portuárias do sul algarvio.
No entanto, esta “lança em África” não foi mais do que isso, pois Ceuta foi rapidamente isolada por via terrestre, ficando permanentemente dependente de recursos humanos e financeiros vindos de Portugal para a sua defesa e manutenção.
Entre avanços e recuos, outras praças com maior ou menor interesse estratégico foram sendo integradas no reino de Portugal, tanto na zona norte do actual Marrocos (Alcácer Ceguer, Arzila, Larache e Tânger), como mais para Sul, ao longo da costa atlântica (Azamor, Mazagão, Anafé, Mogador, Safim e Santa Cruz do Cabo de Gué).
Tal como em Ceuta, a presença portuguesa nestes locais estava completamente dependente de recursos externos, permanecendo aqueles de forma algo intermitente, quando não efémera, sob domínio português. Esta situação foi condicionada acima de tudo pelos interesses económicos do reino que, nas primeiras décadas do século XVI, se fixaram preferencialmente nas rotas comerciais do Índico e do Atlântico Sul, levando ao abandono de algumas das praças marroquinas. Por outro lado, a manutenção daquelas também foi colocada à prova, por diversas vezes, pelas alterações políticas internas que se verificaram no reino de Marrocos.
Depois do desastre de Alcácer Quibir (1578) foram muito poucas as fortalezas que permaneceram sob o jugo português. Após a Restauração da Independência (1640), o governador de Ceuta permaneceu fiel ao rei de Espanha, restando apenas Tânger e Mazagão. A primeira foi incluída no dote de casamento de Catarina de Bragança com Carlos II de Inglaterra, enquanto a segunda foi definitivamente abandonada em 1769, durante o reinado de D. José.

 

 

Ver itinerário

Marrocos e a herança Portuguesa no Magreb

desde 1850€

por pessoa

1º Dia – 22 de fevereiro (Sábado) – LISBOA | CASABLANCA | TANGER

Comparência no aeroporto pelas 10h35 para embarque em voo direto da TAP com destino a Casablanca. Chegada pelas 15h55, encontro com o nosso representante local. Transfer à cidade de Tanger. Jantar e alojamento no Hotel Kenzi Solazur 4* ou similar.

2º Dia – 23 de fevereiro (Domingo) – TANGER | CEUTA | TANGER

De manhã cedo, após o pequeno almoço, saída para Ceuta. Passeio a pé pelas Muralhas Reais, percorrendo o centro histórico, desde a Praça de Africa até à Praça dos Reis. Caminharemos pela fortaleza de Ceuta, o Monte Hacho. Almoço em restaurante local. Iremos ver a Europa desde um dos pontos mais elevados, San Antonio. Ao final da tarde regresso a Tanger. Jantar e alojamento no hotel.

3º Dia – 24 de fevereiro (2ªFeira) – TANGER | CHEFCHOUEN | TETUÃO | ALCACER CEGUER | TANGER

Saída para Chefchouen. A cidade formou-se em torno de uma pequena kasbah construída a partir de 1471 por iniciativa de Rashid al-Alami, descendente do profeta, tornando-se num dos principais focos de resistência à presença portuguesa em Ceuta, Arzila e Tânger. Localizada nas montanhas do Rift, Chefchouen é conhecida como a cidade azul graças a cor usada para pintar as fachadas dos edifícios da antiga Medina. Almoço em restaurante local após percurso pedestre. Partida para Tetuão para visita à Medina classificada pela UNESCO em 1997. Retorno a Tânger por Alcácer Ceguer, conquistada durante o reinado de D. Afonso V, em 1458. Jantar e alojamento.

4º Dia – 25 de fevereiro (3ª feira) – TANGER | ASSILAH | RABAT

Foi mal sucedida a primeira tentativa portuguesa para conquistar a cidade de Tânger em 1437. Em consequência do desaire, D. Fernando, irmão do rei D. Duarte foi feito prisioneiro pelas forças muçulmanas, tendo falecido no cativeiro, na cidade de Fèz, em 1443. Tânger acabou por ser ocupada apenas em 1471, depois do seu abandono após a conquista da cidade de Arzila, retratada nas famosas tapeçarias de Pastrana. Entre outros, na medina podem encontrar-se alguns souks, além da kasbah. Após visita à cidade, passagem pelo Cabo Spartel, no extremo Noroeste de Africa, de onde se pode observar o Estreito de Gibraltar e o Oceano Atlântico. Almoço em restaurante local. Partida para Assilah (Arzila), ocupada pelos portugueses entre 1471 e 1550 e fugazmente na época da Batalha de Alcácer Quibir, ocorrida em 1578. No centro histórico desta cidade portuária destaca-se a fortaleza portuguesa com o seu fosso e a medina. Continuação para Rabat por Larache. Jantar e alojamento no Hotel Farah 5 *ou similar.

5º Dia – 26 de fevereiro (4ª feira) – RABAT | CASABLANCA | EL JADIDA

Visita à cidade de Rabat, capital política de Marrocos, onde está sediado o governo e reside a família real. Fundada em 1150 pelos Almóadas, no seu centro histórico, incluído na lista do Património Cultural da Humanidade da UNESCO desde de 2012, além da medina e do mellah, sobressaem a Torre Hassan e a mesquita inacabada, assim como a kasbah dos Udayas. Destacam-se também o Mausoléu do rei Mohammed V, o Palácio Real e os seus jardins. Saída para Casablanca, que no início do século XV era um proeminente porto de piratas e corsários, atacado e destruído pelos portugueses em 1468. A fortaleza de Anafé, erguida por estes sobre as ruínas da antiga povoação, a partir de 1515, foi abandonada depois do Terramoto de 1755. Na capital económica e industrial de Marrocos é incontornável a visita à mesquita Hassan II, à Praça Mohammed V e ao mercado. Passagem por Habbous e pela zona residencial de Anfa & Ain Diab. Almoço no restaurante Tropicana (ou similar). Continuação para El Jadida (Mazagão). Jantar e alojamento no hotel Pullman Mazagan 5*ou similar.

6º Dia – 27 de fevereiro (5ª feira) – EL JADIDA | AZAMOR | EL JADIDA

A cidade histórica de El Jadida foi nomeada Mazagão pelos portugueses que a ocuparam em 1486. A eles se deve a construção da cidadela a partir de 1514, ampliada posteriormente, após o abandono de Azamor e Safim, em consequência da queda da fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué (Agadir) em 1541. Da antiga cidadela de formato estrelado com baluartes, seguindo os modelos da arquitectura militar europeia, além das muralhas subsistem a grandiosa cisterna projetada por João de Castilho e a igreja manuelina de N.ª Sr.ª da Assunção. A fortaleza está classificada pela UNESCO desde 2004. Trata-se da última possessão portuguesa em Marrocos, abandonada em 1769. A população da cidade foi transferida para a Amazónia, onde foi fundada Nova Mazagão. Saida para a Azamor, cidade ocupada pelos portugueses entre 1486 e 1541, período do qual subsistem as muralhas. Regresso a El Jadida. Jantar e alojamento.

7º Dia – 28 de fevereiro (6ª feira) – EL JADIDA | OUALIDIA | SAFIM | MARRAKECH

Saída para Oualidia, famosa estância balnear localizada nas margens de uma lagoa, junto da costa atlântica, conhecida pela produção de ostras. Visita e almoço. Partida para Safim, feitoria portuguesa desde 1488, onde a partir de 1508 foi construída uma fortaleza para defender este porto marítimo cuja importância remonta ao período Almóada, devido à sua proximidade com Marrakech, capital daquela dinastia no Magreb durante a 2.ª metade do século XII e grande parte do século XIII. Após a capitulação de fortaleza portuguesa existente na atual cidade de Agadir, em 1541, Safim foi abandonada. No centro histórico destacam-se a antiga Medina, rodeada por extensas muralhas guardadas por canhões, o Castelo do Mar e as ruínas da catedral manuelina. Safim é também conhecida pela sua importante produção oleira tradicional. Continuação para Marrakech Jantar e alojamento no Hotel Atlas Medina 4 * ou similar.

8º Dia – 29 de fevereiro (sábado) – MARRAKECH

Fundada pelos Almorávidas em 1062, a cidade de Marrakech é uma das mais importantes do Magreb, sendo a quarta mais populosa de Marrocos. Devido à coloração do arenito utilizado na construção das suas muralhas, no século XII, assim como em outros edifícios, Marrakech é conhecida como a cidade vermelha. Visita aos jardins Majorelle e Menara, seguido de percurso pedestre por alguns dos locais mais emblemáticos do centro histórico, incluído na lista do património da UNESCO em 1985, como a mesquita Koutoubia, construída pelos Almóadas, a kasbah, as tumbas Saadianas, o mellah e o Palácio da Bahia. Após o almoço em restaurante típico na Medina, circuito pelos souks em redor da famosa praça Jemaa El-Fnaa. Jantar e alojamento.

9º Dia – 1 de março (domingo) – MARRAKECH | LISBOA

Em horário a combinar saída para o aeroporto para embarque com destino a Lisboa. Chegada prevista para as 17h20

Fim da viagem
Ver especialista

Carlos Boavida

Historiador / Arqueólogo

Licenciado em História, variante Arqueologia, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Mestre em Arqueologia pela mesma instituição, onde integra o Instituto de Arqueologia e Paleociências.

 

Conta com várias comunicações e artigos publicados sobre Arqueologia Medieval e Moderna em Portugal, resultado de colaborações com diversas instituições públicas e privadas.

É membro da Associação dos Arqueólogos Portugueses.

 

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Marrocos e a herança Portuguesa no Magreb

desde 1850€

por pessoa

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Marrocos e a herança Portuguesa no Magreb

desde 1850€

por pessoa

 

  • Preços por pessoa
    Mínimo de 15 participantes
  • Em quarto duplo
    1.850€
  • Suplemento quarto individual
    360€

O preço inclui

  • Acompanhamento por parte de Carlos Boavida durante toda a viagem;
  • Acompanhamento por um elemento de Novas Fronteiras Viagens durante toda a viagem;
  •  Passagem aérea em classe económica para percurso Lisboa / Casablanca – Marraquexe / Lisboa, em voos regulares TAP Air Portugal com direito a 1 peça de bagagem com 23 kg;
  • 8 noites de alojamento nos hoteis selecionados ou similares;
  • Pensão completa (desde o jantar do 1º dia ao pequeno almoço do último dia);
  • Todos os transportes como indicado no programa;
  • Guias locais de expressão espanhola;
  • Todas as visitas mencionadas no itinerário (devido a questões governamentais a ordem das visitas pode ser alterada mas todas serão garantidas);
  • Todas as entradas mencionadas no programa;
  • Todos os impostos aplicáveis;
  • Taxas de aeroporto, segurança e combustível no montante de 158,27€ (à data de 22/05/2019) – a reconfirmar e atualizar na altura da emissão da documentação);
  • Seguro Multiviagens VIP;

    O preço não inclui

    • Bebidas às refeições;
    • Gratificações a guias e motoristas;
    • Tudo o que não esteja como incluído de forma expressa;
    • Despesas de caráter pessoal designados como extras.