Itália Longobarda e Bizantina
desde
4555€
por pessoa
1º DIA – 17 DE ABRIL (Sábado) – LISBOA | VENEZA | ILHAS DA LAGUNA | VENEZA
Comparência no aeroporto de Lisboa 2h antes da partida, para formalidades de embarque em voo TAP com destino a Veneza. Partida prevista às 06h40, com chegada a Veneza às 10h40.
Formalidades de desembarque e assistência pelo nosso agente local. Partida, de barco, para o centro de Veneza, passando pelo Canal Grande para podermos admirar a beleza ímpar da principal artéria da Sereníssima. O encanto dos seus palácios nobres, das características gôndolas e da Ponte de Rialto irão fazer-nos apaixonar desde o primeiro contacto com esta cidade única no mundo. Terminaremos a navegação na ilha de Burano, onde almoçaremos num restaurante local. Após a refeição, visitaremos esta pequena ilha decorada com as características casas coloridas. Segundo a tradição, os pescadores pintavam as suas casas com cores garridas para que as pudessem reconhecer ao longe mesmo durante dias de nevoeiro intenso. Grande atração da ilha é a torre sineira inclinada da Igreja de S. Martinho, mas teremos também tempo para apreciar a sua tão típica arte das rendas de bilros e para provar os seus deliciosos biscoitos “essi” e “bussolà”. Seguiremos então para a ilha de Torcello, lugar onde começa a história de Veneza, no IV século. Quase desabitada e com uma atmosfera intemporal, impressiona os seus visitantes com a sua natureza imaculada e os seus extraordinários testemunhos histórico-artísticos, entre os quais a Basílica de Nossa Senhora da Assunção. Fundada em 639, é o edifício religioso mais antigo da Laguna de Veneza e no seu interior conservam-se preciosos mosaicos bizantinos dos séculos XI e XII, nomeadamente um “Juízo Final”. Melhor do que nenhum outro lugar, esta igreja revela as intensas ligações entre Veneza e Bizâncio, desde a época de Heráclio I. Tempo ainda para uma visita à Igreja de S. Fosca, que, com a sua planta central, foi fundada no século XI. Nas suas imediações encontra-se o chamado Trono de Atila, que, segundo uma antiga lenda, terá pertencido ao rei dos Hunos, embora mais provavelmente tenha sido um assento para magistrados ou bispos locais. Depois de uma paragem fotográfica na lendária Ponte do Diabo, retomaremos a navegação para regressarmos ao centro de Veneza. Chegada ao Hotel Casanova 4* ou similar e alojamento. Jantar livre.
2º DIA – 18 DE ABRIL (Domingo) – VENEZA
Pequeno-almoço no hotel. O dia será inteiramente dedicado à exploração da capital da República Sereníssima, única no mundo pela sua história, beleza e tradições ligadas ao mar. Começaremos com a visita da extraordinária Basílica de S. Marcos (sujeito a confirmação), catedral da cidade e sede do patriarcado. Tendo sido construída no século XI em estilo românico-gótico-bizantino, serviu, desde sempre, como igreja palatina do Palácio Ducal e conserva no seu interior as relíquias do evangelista e santo padroeiro de Veneza. Decorada com cerca de 8.500 metros quadrados de mosaicos, constitui-se como um dos mais belos edifícios religiosos de Itália e como baluarte da arte bizantina no Ocidente europeu. Durante a visita teremos a oportunidade de descer à cripta e de admirarmos o célebre “Retábulo de Outro”, obra-prima da joalharia bizantina de meados do século XII, composta por ouro, prata, esmaltes e um impressionante número de pedras preciosas. Terminaremos com a visita do Museu de S. Marcos, onde se destacam os cavalos do Hipódromo de Constantinopla e objetos de arte suntuária pertencentes ao tesouro da basílica. Saindo da basílica, poderemos passear na Praça de S. Marcos para admirar a sua grandiosidade e elegância, sendo polvilhada de monumentos como as Procuradorias, a Torre do Relógio, as Colunas de S. Marcos e de S. Jorge, e ainda o grupo escultórico dos Tetrarcas. Após uma breve paragem fotográfica na icónica Ponte dos Suspiros, visitaremos o Palácio Ducal, edificado a partir do século IX. O seu estilo gótico veneziano deriva de uma forte influência da arquitetura bizantina e da arte oriental. Antiga sede do doge e das magistraturas venezianas, foi decorado por artistas como Jacopo e Domenico Tintoretto, Tiziano Vecellio e Paolo Veronese, cujas obras contemplaremos durante o percurso nas suas várias salas. Almoço em restaurante local. À tarde, visitaremos a Igreja de S. Jorge dos Gregos, uma das mais antigas e opulentas igrejas da diáspora ortodoxa no mundo. A sua construção, em meados do século XVI, deve-se ao contributo dos gregos ortodoxos de Veneza e dos marinheiros gregos de passagem pela cidade. No seu interior, encontram-se pinturas de Miguel Damasceno e de artistas da escola grega, mas também belos mosaicos e um antigo ícone da Nossa Senhora proveniente de Constantinopla. Continuaremos com uma visita às Galerias da Academia, museu da antiga Academia de Belas Artes de Veneza, desde 1817. O seu espólio conta com a melhor coleção de arte veneziana e do Veneto em toda a Europa. Alvo da nossa visita serão as obras de Tintoretto, Tiziano, Canaletto, Giorgione, Giovanni Bellini, Carpaccio e Veronese, entre outros. Ao final do dia, regresso ao hotel e alojamento. Jantar livre.
3º DIA – 19 DE ABRIL (2ª Feira) – VENEZA | CIVIDALE DEL FRIULI | UDINE
Pequeno-almoço no hotel e check-out. Saída para a região setentrional de Friuli-Venezia Giulia, com destino a Cividale del Friuli. Fundada por Júlio César com o nome de Forum Iulii, tornou-se capital do Ducado Longobardo de Friuli e da Marca Friulana, além de capital temporária do Patriarcado de Aquileia. Passando pela famosa Ponte do Diabo, datada de 1442, chegaremos à Catedral de Nossa Senhora da Assunção, em estilo renascentista. No seu interior estão conservadas várias obras-primas da arte medieval e renascentista, entre as quais o Retábulo de Pellegrino II e um crucifixo de madeira do século XIII. A pouca distância, visitaremos também o Museu Cristão e do Tesouro da Catedral, para admirarmos o célebre Altar de Rachis. Considerado uma das obras-primas da arte longobarda, foi dedicado ao duque do Friuli na primeira metade do século VIII e constitui-se como exemplo de arte do período da renascença de Liutprando. Do espólio deste museu faz também parte o Tegúrio de Calisto, usado como cobertura da pia baptismal na época do patriarca longobardo Calisto, em pleno século VIII. Continuaremos o nosso périplo no Mosteiro de Santa Maria do Vale, também conhecido como Pequeno Templo Longobardo. Fundado no século VIII, é considerado o mais importante testemunho da arquitetura longobarda e é particularmente relevante por conciliar motivos arquitetónicos tipicamente longobardos e elementos da tradição clássica, criando uma continuidade entre a arte romana, longobarda, carolíngia e otoniana. Almoço em restaurante local e saída para Udine, capital da província e segunda maior cidade da região, depois de Trieste. À chegada, daremos um agradável passeio pelo seu centro histórico de origem medieval, durante o qual poderemos admirar os seus principais monumentos e edifícios históricos, nomeadamente a Catedral de S. Maria da Anunciação; a Loggia de Lionello, em estilo gótico veneziano; a Loggia de S. João com a Torre do Relógio; o Palácio do Arcebispo; a Praça da Libertade, conhecida como “Contarena”; e a Praça Matteotti, coração da cidade, juntamente com a Rua do Mercado Velho. Terminaremos com uma bela vista para o castelo, que domina toda a cidade, tendo sido edificado, segundo uma antiga lenda, sobre uma colina para que Atila visse à distância o incêndio que devastou a cidade de Aquileia. Terminadas as visitas, transporte ao Hotel Astoria 4* ou similar para alojamento. Jantar livre.
4º DIA – 20 DE ABRIL (3ª Feira) – UDINE | GRADO | AQUILEIA | MARCON
Pequeno-almoço no hotel, check-out e partida para Grado, cidade costeira do Friuli-Venezia Giulia, conhecida como “primeira Veneza”, pela sua história e origens ligadas ao nascimento da cultura veneziana. Situada na foz do Rio Isonzo e na parte setentrional da Laguna de Veneza, é também conhecida como a “ilha do sol” e foi mencionada pela primeira vez na obra “Historia Langobardorum“, de Paulo Diácono. Em 568, logo após a chegada dos Longobardos à Península Itálica, tornou-se sede do Patriarcado de Aquileia e nessa época foram edificadas as basílicas paleocristãs de S. Maria das Graças e de Santa Eufémia, que serão alvo da nossa visita. Tempo ainda para admirarmos o batistério, de forma octogonal, e o lapidário, com sarcófagos e mosaicos de época tardo-imperial. Prosseguimento para Aquileia, a poucos quilómetros de distância, e almoço em restaurante local. Após a refeição, começaremos a visita desta cidade fundada pelos Romanos em 181 a.C. e que, mais tarde, foi a primeira cidade de Itália a ser saqueada por Atila, rei dos Hunos. Juntamente com Brescia e Ravenna, é um dos mais importantes sítios arqueológicos do norte do país. Na Basílica Patriarcal de Nossa Senhora da Anunciação, observaremos de perto os seus preciosos mosaicos romanos do início do século IV, com cenas do Antigo Testamento. Segundo a tradição, este é o mais antigo edifício de culto cristão da Itália setentrional e é fruto da obra de evangelização deste território por parte de S. Marcos, enviado por S. Pedro. Nas imediações da basílica encontra-se a área arqueológica de época romana, com o Fórum, o Mausoléu de Candia, a necrópole, as domus romanas, o decumano de Aratria Galla e o Palácio Episcopal. A coroar esta viagem no tempo até à época romana será a entrada no museu arqueológico, que explica a evolução desta cidade romana como importante entreposto comercial, cultural e religioso da bacia do Mediterrâneo. Ao final da tarde, prosseguimento para o Hotel Antony Palace 4* ou similar e alojamento. Jantar livre.
5º DIA – 21 DE ABRIL (4ª Feira) – MARCON | ABADIA DE POMPOSA | COMACCHIO | RAVENNA | FORLI
Pequeno-almoço no hotel e check-out. Partida em direção à região da Emília-Romanha, território muito disputado entre Longobardos e Bizantinos, onde visitaremos a imponente Abadia de Pomposa. Situada na rota da Via Romea, encontra-se hoje perto de Codigoro, na província de Ferrara e é uma das abadias mais importantes do Norte de Itália. Fundada no século IX por monges beneditinos, inicialmente estava rodeada por água e foi portanto definida como “insula Pomposiana“. O complexo arquitetónico é composto pela Basílica de S. Maria, a torre sineira de 50 metros de altura, o mosteiro e o Palácio da Razão, a partir do qual os abades de Pomposa administravam a justiça. Alvo da nossa visita serão essencialmente as maravilhosas pinturas a fresco no interior da basílica, com cenas do Antigo e do Novo Testamento. Continuação para Comacchio, onde almoçaremos num restaurante local desta graciosa localidade da costa do Mar Adriático. Após a refeição, visitaremos o interessante Museu do Delta Antigo, localizado no interior de um antigo hospital do século XVIII, e que nos permite entender a vida das várias gentes que habitaram a região do delta, desde a Idade do Bronze até à Idade Média. Uma especial atenção será dada ao porto etrusco de Spina e à Fortuna Maris, um navio romano do final do século I a.C. encontrado em 1981, durante as obras de dragagem de um canal. Tempo livre para um passeio por esta agradável localidade feita de ilhas, canais e pontes, inserida num perfeito ambiente lagunar. Em horário a definir localmente, prosseguimento para alojamento no Hotel Best Western Globus City 4* ou similar. Jantar livre.
6º DIA – 22 DE ABRIL (5ª Feira) – FORLI | RAVENNA | FORLI
Pequeno-almoço no hotel. O dia será inteiramente dedicado à cidade mais “bizantina” de Itália: Ravenna. Esta bela cidade da região da Romanha, já foi três vezes capital (do Império Romano de Ocidente, do Reino Ostrogodo e do Exarcado Bizantino) e os seus monumentos paleocristãos foram classificados como património mundial pela UNESCO. Começaremos por visitar a Basílica de S. Vital, cuja construção foi começada em 532, durante o domínio dos Godos, mas cuja consagração teve lugar em 547, já sob o domínio bizantino, na época de Justiniano I. A sua arquitetura combina elementos romanos com características de construção bizantinas e o seu interior brilha pelos seus resplandecentes mosaicos, os mais famosos dos quais retratam Justiniano e a sua consorte Teodora. Nas imediações da basílica, visitaremos também o célebre Mausoléu de Gala Placídia, erguido entre 425 e 430. Os mosaicos que decoram o seu interior são considerados dos mais belos do mundo bizantino. A pouca distância encontra-se a Domus dos Tapetes de Pedra, encontrada em 1993 durantes as obras de construção de algumas garagens, por debaixo da Igreja de S. Eufémia. Os seus 700 m2 de mosaicos revelam a sumptuosidade do palácio bizantino que decoravam. A poucos passos, encontra-se o Batistério Neoniano, fundado pelo bispo Neão, no século V. É também conhecido como Batistério dos Ortodoxos, em contraste com a heresia ariana. Admiraremos, no seu interior, o magnífico mosaico do século V que decora toda a cúpula. Segue-se a visita da Catedral da Ressurreição de Jesus, fundada em 407, mas quase totalmente restruturada em estilo barroco e neoclássico, ao longo do século XVIII. Saliente-se a sua original torre sineira de forma cilíndrica. Ao lado da catedral, visitaremos o Museu do Arcebispado, onde nos deliciaremos com os mosaicos da Capela de S. André, de finais do século V. No interior da Torre Salustra, poderemos observar o extraordinário Trono de Maximiano, uma excecional obra de madeira e marfim concebida em Constantinopla, em meados do século VI, para o arcebispo de Ravenna. A manhã irá terminar com uma visita ao Batistério dos Arianos, edificado entre o final do século V e o início do século VI por Teodorico, rei dos Ostrogodos. Este extraordinário edifício de planta octogonal conserva no seu interior um maravilhoso mosaico que cobre toda a cúpula e que representa o batismo de Cristo e a procissão dos apóstolos. Almoço em restaurante local. Após uma breve passagem pela Piazza del Popolo e pelo Túmulo de Dante, que aqui faleceu em 1321, daremos início às visitas da tarde na Basílica de S. Apolinário Novo, fundada por Teodorico, em 505, para o culto dos arianos. Os seus mosaicos bizantinos são dos mais belos e famosos deste período histórico. Deslocar-nos-emos depois para o Mausoléu de Teodorico, a mais famosa construção funerária existente da época ostrogoda, situado fora de muros, na área de uma necrópole. O nosso “dia bizantino” terminará na imponente Basílica de S. Apolinário em Classe, santuário do mártir paleocristão Apolinário, fundador da primeira comunidade cristã desta região. Encomendada pelo bispo Ursicino pouco depois da morte de Teodorico, foi consagrada em 549 pelo primeiro arcebispo de Ravenna, Maximiano, tornando-se, desde então, lugar de sepultura dos vários arcebispos da cidade. De meados do século VI são também os seus magníficos mosaicos, com cenas bíblicas e a figura do santo padroeiro de Ravenna. Ao final do dia, regresso ao hotel e alojamento. Jantar livre.
7º DIA – 23 DE ABRIL (6ª Feira) – FORLI | GUBBIO | FARFA | ROMA
Pequeno-almoço no hotel e check-out. Partida para Gubbio, uma encantadora localidade do norte da região da Umbria. Tendo sido fundada pelos Umbros, foi posteriormente município romano, mas é na Alta Idade Média que se torna protagonista de grandes disputas. Tal como os ducados de Perugia e da Tuscia, esta cidade fazia parte do célebre “corredor bizantino”, uma estreita faixa territorial do Exarcado de Itália criada pelos Bizantinos entre Ravenna e Roma, em contraposição ao avanço dos Longobardos na Península Itálica. Passearemos pelas suas ruas pitorescas à descoberta dos seus principais monumentos, entre os quais o Palácio Ducal dos Montefeltro, o Convento de S. Francisco e a Igreja de S. Agostinho, que conserva preciosos frescos do século XIV. Visitaremos também a Praça Grande, com o Palácio Pretório e o Palácio dos Cônsules, onde se encontra o Museu Cívico. A sua extraordinária coleção inclui epígrafes e esculturas da época romana e medieval, bem como um sector numismático, cerâmica antiga e uma rica pinacoteca. Destacam-se a estátua de Harpócrates e as Tábuas Eugubinas, com inscrições em umbro e latim. Almoço em restaurante local e saída em direção à província de Rieti, já na região do Lácio, para uma visita à fascinante Abadia de Farfa. Fundada em meados do século VI, foi uma abadia imperial desvinculada da jurisdição pontifícia e deteve, no passado, o controlo de um imenso território que incluía cerca de seiscentas igrejas e mosteiros, mais de cem castelos e de trezentas aldeias. O seu máximo desenvolvimento arquitetónico deu-se durante o período carolíngio, tornando-se um dos centros espirituais mais célebres e prestigiados de toda a Europa medieval. Ao final da tarde, rumaremos a Roma. Chegada ao Hotel Nyx Rome 4* ou similar e alojamento. Jantar livre.
8º DIA – 24 DE ABRIL (Sábado) – ROMA | SUBIACO | GROTTAFERRATA | ROMA
Pequeno-almoço no hotel e partida para Subiaco, a leste de Roma, no sopé dos Montes Simbruinos. Esta localidade foi escolhida pelo imperador Nero para a construção de uma das suas sumptuosas residências de campo, mas foi já no século VI que se tornou um importante centro espiritual, com a chegada de S. Bento de Núrsia a esta região, onde fundou doze mosteiros. Começaremos por visitar brevemente o Mosteiro de S. Escolástica, o mais antigo mosteiro beneditino do mundo. Salientem-se a sua igreja românica e o seu claustro cosmatesco, embora o complexo tenha sido muito restruturado durante o século XVIII e após a Segunda Guerra Mundial. Visitaremos seguidamente o Mosteiro de S. Bento, onde se encontra a Caverna Sagrada, na qual viveu o santo em total isolamento durante um certo tempo. O complexo monástico ergue-se na curva de um penhasco do Monte Taleu e constitui-se como um verdadeiro labirinto de capelas, igrejas e espaços monásticos completamente escavados na rocha e decorados com pinturas a fresco desde a época bizantina (século VIII) até ao século XIV. Analisaremos os principais episódios da autoria de artistas das escolas de pintura sienense, umbra e marquesana, com especial destaque para o retrato de S. Francisco, considerado o mais fiel de toda a história da arte. Tempo ainda para uma breve visita à Spezieria do mosteiro, onde se encontram produtos típicos da região. Após o almoço num restaurante local, rumaremos à região de Castelli Romani, na periferia sul de Roma, para a visita da Abadia de S. Nilo, sede da Igreja Bizantina Católica em Itália. Fundada em 1004 por S. Nilo de Rossano, cinquenta anos antes do cisma entre as igrejas católica e ortodoxa, a abadia apresenta obras de extrema relevância, como o mosaico de Pentecostes e os frescos de Domenichino na Capela Farnese. Terminadas as visitas, regressaremos ao hotel em Roma. Jantar livre.
9º DIA – 25 DE ABRIL (Domingo) – ROMA
Pequeno-almoço no hotel. Será finalmente o momento de explorarmos os tesouros bizantinos (ou de inspiração bizantina) presentes nos vários monumentos e igrejas da Cidade Eterna. Neste sentido, é fundamental uma visita à Igreja de S. Saba, localizada na colina do Pequeno Aventino e dedicada a este santo arquimandrita no século VII. O complexo monástico hoje existente foi fundado no século VII por monges orientais pertencentes à comunidade religiosa fundada por S. Saba em Jerusalém, que aqui se refugiou após ter fugido das perseguições e guerras que naquela época flagelaram a Terra Santa. Esta abadia atingiu o auge do seu esplendor entre os séculos VIII e IX, quando alguns pontífices encarregaram os seus abades de entrelaçarem importantes relações diplomáticas com Constantinopla. Não muito distante, encontra-se a Igreja de S. Maria in Domnica, na colina do Célio, onde continuaremos as nossas visitas. Atualmente, o edifício apresenta formas renascentistas e barrocas, mas terá sido fundado no século VII pelo Papa Agatão. Conhecida também como S. Maria da Navicella (“pequeno navio”), devido a um achado da época romana aqui encontrado, esta igreja prima pelo extraordinário mosaico presbiteral da primeira metade do século IX, encomendado pelo Papa Pasqual I, e que representa uma Nossa Senhora entronizada e circundada por anjos. Tal mosaico insere-se no movimento artístico definido como “renascença pasqualina” que ocorreu na capital do Cristianismo naquele momento. As visitas da manhã irão terminar no Fórum Romano, onde teremos a oportunidade de visitar uma verdadeira jóia da arte bizantina: a Igreja de S. Maria Antiqua. Fundada já no século VI no interior de edifícios da época do imperador Domiciano situados no sopé do Monte Palatino, trata-se de um dos lugares de culto mariano mais antigos do mundo. O seu interior foi decorado com vários ciclos de frescos, realizados entre os séculos VI e IX. Especial destaque será dado ao fresco da Nossa Senhora com o Menino Jesus e o Anjo, que se constitui uma verdadeira estratificação de pintura que nos conta a história de Roma e dos seus dominadores. Tempo ainda para uma breve visita ao Oratório dos Quarenta Mártires, ao lado da igreja. Almoço em restaurante local. Após a refeição, deixaremos o centro histórico para nos dirigirmos à zona da Via Nomentana, onde visitaremos o complexo arquitetónico de S. Inês Fora de Muros, composto por uma basílica, um mausoléu e catacumbas. A atual basílica foi erguida pelo Papa Honório I na primeira metade do século VII, sobre as ruínas da basílica constantiniana do século IV. O mosaico presbiteral do século VII que representa a Virgem Maria entre os papas Símaco e Honório é a sua obra mais antiga e preciosa. Adjacente à basílica é o Mausoléu de S. Constança, construído, na verdade, para albergar os restos mortais de Constantina, filha de Constantino I, junto do túmulo de S. Inês, à qual era muito devota. Datado de 345 d.C., este edifício de planta circular serviu também de sepultura a Helena, irmã de Constantina. Os mosaicos do século IV que decoram a abóbada do ambulacro apresentam motivos geométricos, zoomórficos e fitomórficos, e documentam na perfeição a passagem da arte pagã à arte paleocristã. Tempo ainda para uma visita às adjacentes Catacumbas de S. Inês, onde, segundo a tradição, foi sepultada a santa. Tendo sido escavadas durante a segunda metade do século III, estas catacumbas são compostas por três andares subterrâneos e caracterizam-se pelo seu rico espólio epigráfico. Terminadas as visitas, deslocar-nos-emos à Basílica de S. Lourenço Fora de Muros, construída ao longo da Via Tiburtina, no século IV, por Constantino I. No seu interior encontra-se o túmulo di arquidiácono Lourenço, martirizado em 258 d.C., do protomártir S. Estêvão e ainda de cinco papas. O atual complexo, que inclui um mosteiro, um claustro e catacumbas, é o resultado da fusão de duas basílicas: a basílica pelagiana do século VI e a basílica honoriana do século XIII. Durante a visita, poderemos admirar os seus interessantes elementos arquitetónicos e decorativos que a tornam tão especial no panorama da arte medieval. Ao final do dia, regresso ao hotel e alojamento. Jantar livre.
10º DIA – 26 DE ABRIL (2ª Feira) – ROMA | LISBOA
Pequeno-almoço no hotel e check-out. Começaremos as visitas da manhã na Igreja de S. Pudenciana, fundada no século V sobre as ruínas da casa do senador Pudente, onde S. Pedro terá habitado durante sete anos. O seu mosaico presbiteral, realizado em 390, é um dos mais antigos de Roma e representa Cristo entre os apóstolos que, no entanto, se assemelham bastante a senadores romanos. Este mosaico patenteia a passagem da arte romana pagã para a verdadeira arte cristã. Depois de um breve passeio a pé, visitaremos a Igreja de S. Práxedes, importante edifício de culto paleocristão do século VIII erguido em honra da filha do senador Pudente, também convertida ao Cristianismo por S. Pedro. De extraordinária beleza são os mosaicos que decoram a área presbiteral e o arco triunfal, concebidos no século IX por vontade do papa Pasqual I. No seu interior, encontra-se também uma verdadeira jóia da arte bizantina: a Capela de S. Zenão. Realizada por Pasqual I como lugar de sepultura da mãe Teodora, foi totalmente coberta de mosaicos que representam o Jardim do Paraíso e que terão sido realizados por artistas chegados diretamente de Constantinopla. Aqui se encontram os restos mortais de S. Zenão e ainda a relíquia da coluna da flagelação de Cristo, trazida de Jerusalém no século XIII. Ainda antes de almoço, está prevista a visita de um dos mais importantes templos da capital da Cristandade: a Basílica de S. Maria Maior. Quarta por dimensões e por data de construção, este edifício de culto é de suma importância para o culto mariano, dado que foi a primeira igreja do mundo a ser oficialmente dedicada à Virgem Maria. Segundo a lenda, foi edificada no topo da colina do Esquilino, no início do século V, pelo Papa Libério, no exato lugar onde Nossa Senhora fez com que em pleno Verão nevasse, pelo que é também conhecida como S. Maria das Neves. No seu interior, destacam-se o mosaico absidal de influência bizantina, de Jacopo Torriti; o túmulo de Bernini; a Capela Paulina; e a Capela Sistina. Mas o alvo da nossa visita será sobretudo o ciclo de mosaicos que decora as paredes das naves laterais, realizado no século V e que representa cenas do Antigo e do Novo Testamento. A visita será completada com uma subida à Loggia Papal, espaço normalmente fechado ao público, para observarmos de perto o mosaico que cobre a antiga fachada desta basílica e que nos mostra o milagre da neve em Agosto. Tempo ainda para uma breve visita ao museu da basílica, onde se encontra o famoso presépio do grande escultor Arnolfo di Cambio, entre outras obras de relevo. Almoço em restaurante local. À tarde dirigir-nos-emos à Basílica de S. João de Latrão, a Catedral de Roma. Primeira igreja do mundo, edificada entre 314 e 318 d.C., por mão do imperador Constantino, é a terceira maior basílica papal de Roma. Não obstante a fachada atual seja neoclássica, no seu interior é possível contemplar o engenho arquitetónico de épocas mais remotas, como o barroco de Francisco Borromini; o pavimento cosmatesco medieval; o mosaico presbiteral de Jacopo Torriti, primeiro franciscano a tornar-se artista; a cátedra papal; os frescos maneiristas de Cavalier d'Arpino; e o magnífico claustro medieval com a sua galeria lapidária. Em frente à fachada setentrional, mandada erguer por Sisto V, em finais do século XVI, encontra-se o maior obelisco de Roma, proveniente de Karnak, no Egito. Junto da basílica e do seu Palácio Pontifício, visitaremos o batistério mais antigo do mundo, de época constantiniana. Teremos ainda tempo para uma incursão no edifício que alberga a famosa Escada Santa, que, segundo a tradição, foi trazida diretamente da Terra Santa por S. Helena, mãe de Constantino. De acordo com as fontes, os 24 degraus que todos os anos são subidos de joelhos por milhares de peregrinos, teriam feito parte da escadaria do Palácio Pretoriano de Jerusalém, onde Jesus terá sido julgado por Pôncio Pilatos. No topo da escadaria entraremos num dos lugares mais exclusivos do Vaticano: a Capela do Sancta Sanctorum. Os seus mosaicos, de clara influência bizantina, e as suas decorações a fresco são de uma estonteante beleza e não poderiam ser negligenciados na nossa viagem. Seguiremos depois os passos de S. Paulo e terminaremos o nosso périplo pela capital na Basílica Papal de S. Paulo Fora de Muros. Edificada no IV século pelo imperador Constantino, foi destruída por um incêndio no Verão de 1823. Embora pouco reste da igreja paleocristã, o seu interior presenteia-nos ainda com mosaicos do V século e extraordinárias obras da época medieval, nomeadamente o círio pascal, o cibório do altar-mor, o mosaico absidal e um claustro de 1214, os quais sobreviveram ao grande incêndio do século XIX. No presbitério da basílica encontram-se os restos mortais de Paulo, apóstolo dos gentios, meta de visita de milhares de peregrinos por ano. O mosaico presbiteral foi realizado durante o século XIII por uma equipa de artistas venezianos para o papa Honório III e é, sem dúvida, o maior de Roma, tendo sido fortemente influenciado pela arte de Constantinopla. Qual o melhor lugar para terminarmos a nossa viagem através do legado bizantino. Em hora a determinar localmente, transporte ao aeroporto para embarque no voo regular TAP com destino a Lisboa. Partida às 20h05 e chegada a Lisboa às 22h15.
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