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Roma Desconhecida - Novas Fronteiras Viagens
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Roma desconhecida

Em parceria com a Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos
Viagens com especialistas / Roma desconhecida

Roma desconhecida

desde 3400€

por pessoa
28 Nov - 05 Dez 2026
8 dias
Mín. 15 Pessoas

Viagem a Roma

Visitar Roma é como visitar o mundo. Tudo se encontra nesta “Cidade Eterna”. Nela estão ancorados os alicerces da nossa civilização. Chamaram-lhe “umbigo do mundo”, “Cidade Eterna”, “centro da cristandade ocidental”, mas tudo o que se possa dizer é pouco. São três mil anos de história que se sobrepõem no subsolo desta cidade. Basta fazer uma pequena incursão pelas ruas da capital de Itália para se sentir a presença de homens poderosos, príncipes e papas que quiseram deixar aqui a sua marca, porque sabiam que bastava construir aqui algo para que o seu nome perdurasse ao longo dos séculos. Com esse fim, alimentaram gerações de criadores, arquitetos, artistas que deixaram aqui muitas das suas obras-primas. Mas Roma, majestosa, não faz disso gáudio, não exibe, aceita apenas a sua condição. Por isso é preciso percorrê-la e nessa jornada ser-se surpreendido. Por detrás de um casebre pode esconder-se uma fonte monumental, um palácio com segredos escondidos. Rapidamente se vai da escala humana ao gigantismo de obras hercúleas. Passado e presente convivem nestas ruas e vielas, religião e profanidade, arte e quotidiano andam de mãos dadas. No longo percurso histórico desta cidade fomentaram-se decisivos aspetos da Europa contemporânea. A língua antiga deste centro do Império Romano, o latim, é ainda a base do nosso idioma. O direito romano é também um dos legados dessa Roma antiga e serve de inspiração, ainda hoje, ao nosso sistema político e jurídico. Mesmo a ideia de império, como unidade geográfica, subiste nas mentes de todos os ocidentais, e não foi por acaso que aqui se assinou o tratado que deu início à Comunidade Económica Europeia. Mesmo em termos de valores morais, é o império cristão, prolongado na Idade Média e afirmado durante o Renascimento, que subsiste na nossa conduta de homens de uma mesma cultura. Claro que essa vontade de unidade religiosa teve reflexos na produção artística, desde a antiguidade até à época moderna. Os edifícios e as criações artísticas tiveram influência direta em todos os criadores ocidentais. De tal forma que, em 1756, Winckelmann afirma categórico: “Fora de Roma, pouca beleza há no Mundo”. Roma transformou-se, desde muito cedo, num dos destinos fundamentais de viajantes que procuravam nesta cidade tanto fontes de inspiração como tesouros artísticos escondidos. Muitos desses viajantes vieram à cidade para uma curta estadia e logo se apaixonaram por ela, por ali ficando durante largos anos da sua vida. Uma espécie de feitiço tomou conta deles, encantados e seduzidos, primeiro de forma discreta, pelas pequenas descobertas, depois já numa tentativa de abarcá-la e tê-la para sempre, acabaram, na verdade, por ser por ela dominados. Um dos mais conhecidos viajantes, que muito contribui para que futuros viajantes se apaixonassem pela cidade, através do seu famoso roteiro que publicou sob o título de “Uma viagem a Itália”, foi Goethe que nos deixou escrito uma das mais veementes declarações sobre a cidade: “Posso dizer que foi nesta cidade e em mais nenhuma parte que senti o que é verdadeiramente um homem. Nunca mais voltaria a viver esta intensidade, esta plenitude do sentimento; de facto, face ao meu estado de alma em Roma, nunca tinha sido feliz.”

Fotos:  portais oficiais de Turismo

Ver itinerário

Roma desconhecida

desde 3400€

por pessoa

1º DIA – 28 DE NOVEMBRO (Sábado) – LISBOA | ROMA

Comparência no aeroporto de Lisboa para formalidades de embarque em voo TAP, com destino a Roma. Chegada a Roma pelas 11h25, formalidades de desembarque e almoço em restaurante local. Após a refeição, percorreremos um roteiro dedicado à milenar arte do mosaico que nos permitirá conhecer a técnica utilizada para a sua realização e explorar alguns dos mais belos mosaicos presentes nas igrejas romanas. Começaremos com a Basílica Papal de Santa Maria Maior, fundada no V século, após o Concílio de Éfeso, como primeiro lugar de culto oficial da Virgem Maria. No seu interior, as sumptuosas decorações das épocas medieval, renascentista e barroca apresentam os vários aspetos da vida de Maria. Um enfoque especial irão merecer os mosaicos paleocristãos da nave central, o mosaico medieval da abside e o mosaico da antiga fachada, conservado na “loggia das bênçãos”. Seguiremos depois para a Igreja de Santa Praxedes, nas imediações, para observarmos os seus esplêndidos mosaicos realizados no IX século, tanto na área presbiteral como na preciosa Capela de S. Zenão, onde, segundo a tradição, está conservada a coluna da flagelação de Cristo. Terminaremos com a visita à Igreja de Santa Pudenciana, onde se encontra um dos mosaicos de tema cristão mais antigos da cidade, que remonta ao início do século V. Ao final da tarde, transporte até ao hotel. Alojamento no Hotel St. John 4* ou similar. Jantar livre.

2º DIA – 29 DE NOVEMBRO (Domingo) – ROMA

Pequeno-almoço no hotel. Este segundo dia de viagem será dedicado à exploração da colina do Célio, uma das célebres sete colinas de Roma, que se estende do Coliseu à Basílica de S. João de Latrão. Conhecida na antiguidade como Monte Querquetulano, devido à abundância de carvalhos nesta área, foi sobre esta colina que, em 54 d.C., Agripina mandou edificar um imponente templo dedicado ao quarto imperador de Roma – o marido Claudio –, defunto e divinizado. Alvo da nossa visita será, primeiramente, o novo museu da Forma Urbis, onde poderemos literalmente caminhar sobre um mapa da antiga Roma realizado em mármore no início do III século d.C., sob o reinado de Sétimo Severo. O jardim deste moderno museu, inaugurado em janeiro de 2024, é também um extraordinário lapidário, onde poderemos admirar achados arqueológicos de extrema importância, que nos irão permitir entender melhor o quotidiano dos antigos Romanos. A manhã irá prosseguir com uma visita às casas romanas do Célio, um complexo residencial romano descoberto por debaixo da Basílica de S. João e S. Paulo. Cerca de vinte espaços, dos quais treze decorados com pintura a fresco, fazem desta área arqueológica um lugar único da capital, onde iremos conhecer a história do martírio dos santos e ficaremos fascinados pela riqueza decorativa dos edifícios romanos. Seguir-se-á o almoço num restaurante local.
O período da tarde será dedicado à visita das igrejas mais significativas do Célio. Começaremos por Santa Maria in Domnica, também conhecida como Santa Maria da Navicella (do barquinho), que remonta ao VII século. Na sua abside encontra-se um mosaico decorativo encomendado pelo Papa Pasqual I, da primeira metade do IX século. A pouca distância, visitaremos a Igreja de Santo Estêvão Redondo que, com a sua forma circular, se configura como um dos templos cristãos mais insólitos da capital. Edificada no V século pelo Papa Leão I sobre as ruínas de um acampamento militar romano, esta igreja é um perfeito exemplo de martyrium de tipo constantiniano e apresenta atualmente uma decoração em estilo maneirista, do século XVI. Por último, visitaremos a Igreja dos Quatro Santos Coroados, a qual se constitui como um ótimo exemplo de arquitetura românica do final do século XI. Gerido ainda hoje por religiosas agostinianas, a sua atmosfera é como um mergulho na época medieval, numa Roma pobre e decadente, martirizada pelas guerras civis entre famílias aristocráticas. Alvo da nossa visita será, sobretudo, o Oratório de S. Silvestre, cujas pinturas a fresco foram realizadas por artistas bizantinos em meados do século XIII, entre as quais se destaca a falsa “Doação de Constantino”. Ao final do dia, regresso ao Hotel St. John 4* ou similar. Jantar livre.

3º DIA – 30 DE NOVEMBRO (2ª Feira) – ROMA

Pequeno-almoço no hotel. Começaremos o nosso périplo matutino na área dos Fóruns Imperiais com a visita da Basílica de S. Cosme e S. Damião, templo paleocristão erguido no VI século sobre o Fórum da Paz. Dedicada a dois irmãos árabes médicos que foram martirizados por Diocleciano, esta basílica é a sede mundial da Ordem Terceira dos Franciscanos e surge precisamente no local onde, na época pagã, surgia o Templo do Divo Rómulo. No seu interior, destaca-se o imponente mosaico da abside, realizado em 530, durante o pontificado de Feliz IV. Aqui foi achada a célebre Forma Urbis Romae, de época severiana, um detalhado mapa de Roma no III século d.C. feito de mármore. Entrando na área arqueológica do Fórum Romano, dirigir-nos-emos à Igreja de Santa Maria Antiqua, o mais antigo monumento cristão aqui presente. Fundada no V século no sopé do Monte Palatino, abriga a mais antiga representação romana da Nossa Senhora Rainha, pintada a fresco no VI século. Os frescos do seu interior foram realizados entre os séculos VI e IX e constituem um dos mais importantes ciclos de frescos bizantinos anteriores ao período da iconoclastia. A visita aos lugares reservados do Fórum Romano e do Monte Palatino incluirá também a Curia Julia, sede do Senado da Antiga Roma; o Templo de Rómulo, atualmente parte da Basílica de S. Cosme e S. Damião; a Domus Tiberiana, imponente estrutura pertencente ao Palácio Imperial; a Casa de Lívia, esposa de Otaviano Augusto; e o Museu do Palatino, onde se conservam extraordinárias obras de arte antiga (os vários lugares estão sujeitos a encerramento por motivos de conservação). Almoço em restaurante local.
A tarde será dedicada ao estudo de um dos mais inovadores e revolucionários pintores de todos os tempos: Miguel Angelo Merisi, conhecido como Caravaggio. Alvo da nossa visita serão as igrejas do centro histórico nas quais estão expostas algumas das suas mais interessantes obras, nomeadamente Santa Maria del Popolo, S. Luís dos Franceses e Santo Agostinho. Durante o percurso, trataremos os vários aspetos da sua pintura, mas também os episódios-chave da sua incrível vida, fazendo inclusivamente uma breve passagem pela sua moradia em Roma, no Beco do Divino Amor. Ao final da tarde, teremos ainda a oportunidade de contemplar uma das suas obras menos conhecidas, graças a uma abertura extraordinária dos salões do Palácio Odescalchi, onde se encontra a primeira versão da “Conversão de S. Paulo”, numa coleção privada. Regresso ao Hotel St. John 4* ou similar. Jantar livre.

4º DIA – 1 DE DEZEMBRO (3ª Feira) – ROMA

Após o pequeno-almoço, sairemos em direção ao sul da cidade, para a visita do bairro Ostiense, onde se encontra a Pirâmide Céstia. Edificada entre 18 e 12 a.C. como mausoléu do romano Gaio Céstio Epulão, é a única das cinco pirâmides de mármore de Carrara construídas na Antiga Roma ainda existente. Este monumento denota uma clara influência egípcia no mundo romano e foi englobado, no final do III século d.C., nas Muralhas Aurelianas, tornando-se um bastião das mesmas no combate contra os ataques dos povos bárbaros à cidade. A poucos metros de distância, visitaremos também o Cemitério dos Não Católicos, um lugar insólito e que se caracteriza pela extrema beleza e elegância dos vários túmulos que o compõem. Desde 1821, várias celebridades entre artistas, escritores, poetas, filósofos e políticos de outras fés que não a católica foram aqui sepultadas e será enriquecedor falar das suas histórias de vida e das suas obras, no contexto do Grand Tour. Seguir-se-á uma visita de elevado valor arqueológico a um dos melhores exemplos de arqueologia industrial: a Central Montemartini. Esta velha central termoelétrica do início do século XX foi encerrada em 1963 e é hoje um departamento dos Museus do Capitólio. Entre as suas várias salas, poderemos observar obras-primas da arte romana (escultura, mosaicos, pintura) expostas entre as imponentes máquinas da central, também elas obras de arte da engenharia industrial. Retratos de imperadores, o frontão do Templo de Apolo Sosiano, o sarcófago de Crepereia Tryphaena e o comboio do Pio IX são apenas algumas das jóias deste extraordinário museu. Almoço em restaurante local. O itinerário da tarde será uma verdadeira homenagem a outro dos grandes artistas da Cidade Eterna: João Lourenço Bernini, a estrela do barroco romano. Durante os seus 82 anos de vida, Bernini trabalhou como escultor, pintor e arquiteto para sete papas, prefigurando-se como o “novo Miguel Angelo” do século XVII. O nosso roteiro levar-nos-á a alguns dos mais significativos lugares onde trabalhou o artista, começando com o exterior do Palácio Barberini e a Fonte do Tritão, na praça adjacente.
Continuaremos com o seu “Êxtase de Santa Teresa”, na Igreja de S. Maria da Vitória; o Elefante da Minerva, nas imediações do Panteão; a Fonte dos Quatro Rios, que adorna o centro da Praça Navona; e a Beata Ludovica Albertoni, em S. Francisco a Ripa. Os seus mármores parecem cera e a sua genialidade inundará a nossa alma de maravilha, à boa maneira barroca. Ao final da tarde, regresso ao Hotel St. John 4* ou similar. Jantar livre.

5º DIA – 2 DE DEZEMBRO (4ª Feira) – ROMA

Pequeno-almoço no hotel. Começaremos as visitas da manhã no pitoresco bairro de Trastevere onde se encontra a Galeria Corsini, uma das galerias de arte romanas menos conhecidas pelo público em geral, mas que conta com um importante acervo de obras dos séculos XVI e XVII. Tendo sido edificado em finais do século XV pela família Riario, sobrinhos do papa Sisto IV della Rovere, foi habitado, no século XVII, pela rainha Cristina da Suécia, a qual organizou nos jardins do palácio um cenáculo cultural, dando assim origem à Academia da Arcádia. Já no século XVIII o palácio foi adquirido pelo cardeal florentino Neri Maria Corsini, sobrinho de Clemente XII, que o restruturou com o auxílio do arquiteto Ferdinando Fuga. No seu interior, encontra-se também a sede da Academia dei Lincei e a Biblioteca Corsiniana. Entre as obras mais famosas da coleção albergada neste palácio destacam-se pinturas de Beato Angélico, Caravaggio, Rubens, Mattia Preti, Jusepe de Ribera e Jacopo Bassano. Atravessando a Ponte Sistina, sobre o Rio Tibre, chegaremos depois ao Palácio Spada, sede do Conselho de Estado Italiano. Edificado em meados do século XVI, foi propriedade do cardeal Jerónimo Recanati Capodiferro e depois da família Mignanelli. Já em 1632 foi adquirido pelo cardeal Bernardino Spada, que o restruturou com a preciosa ajuda do arquiteto Francisco Borromini e aqui criou o primeiro núcleo da coleção de pintura que iremos contemplar durante a nossa visita à pinacoteca. O espólio da galeria inclui obras de Andrea del Sarto, Ticiano, Guido Reni, Jan Brueghel o Velho, Guercino, Aníbal Carracci, Dürer, Domenichino, Salvator Rosa, Parmigianino e Artemísia Gentileschi. No final da visita, teremos ainda tempo para admirar o extraordinário trompe l’oeil arquitectónico criado por Borromini nos jardins do palácio. Almoço em restaurante local. À tarde visitaremos um dos museus menos conhecidos da cidade, mas que é uma verdadeira jóia da arqueologia do centro histórico: o Museu Barracco. Neste pequeno museu encontra-se uma preciosa coleção de escultura clássica e médio-oriental doada pelo barão Giovanni Barracco à Câmara Municipal de Roma, em 1904. Conhecido como “Pequena Farnesina ai Baullari“, o palácio contém obras de arte egípcia, suméria, assíria, etrusca, cipriota, fenícia, grega, itálica, romana e medieval. Durante a visita, daremos um verdadeiro mergulho na arte produzida pelas antigas civilizações do Mediterrâneo. A poucos passos, visitaremos ainda a Igreja de Santo André do Vale, basílica menor gerida pelos frades teatinos, construída entre 1590 e 1650 por Giacomo Della Porta, Carlos Maderno e Carlos Rainaldi. Especial destaque merecerá a Capela Barberini, considerada a primeira verdadeira capela barroca da história da arte, cenário de uma famosa aria da “Tosca”, de Puccini.
No seu interior, poderemos ainda observar as extraordinárias decorações a fresco de Domenichino e Giovanni Lanfranco, obras-primas do barroco romano. A nível arquitetónico, destacam-se a imponente fachada barroca e a segunda maior cúpula da cidade. Terminaremos o dia com um passeio ao longo do Rio Tibre para uma visita ao majestoso Castel Sant’Angelo. Tendo sido construído sobre as ruínas do Mausoléu de Adriano, constituiu-se como a principal fortaleza dos papas entre o início do século VI e 1870, ano em que o rei Vitor Emanuel II se apodera de Roma, limitando o poder do papa Pio IX aos confins do Vaticano. O seu nome deriva de uma lenda segundo a qual o Arcanjo Miguel pousou no topo das ruínas do mausoléu da época romana, pondo fim a uma peste que devastou Roma durante o pontificado de Gregório Magno. A visita irá incluir os apartamentos papais da época renascentista e uma subida ao terraço superior, para que possamos terminar o dia com uma das melhores vistas panorâmicas sobre a Cidade Eterna. Regresso ao Hotel St. John 4* ou similar. Jantar livre.

6º DIA – 3 DE DEZEMBRO (5ª Feira) – ROMA

Pequeno-almoço no hotel. Saída para a Via Casilina, antiga Via Labicana, para uma intrigante e interessante descida às profundezas da terra, durante uma visita das Catacumbas de S. Pedro e S. Marcelino. Também conhecido como Catacumbas de S. Helena ou de S. Tibúrcio, este cemitério subterrâneo foi escavado em meados do II século, num terreno que, no início do IV século, passou a pertencer à imperatriz Helena, mãe de Constantino. O complexo cemiterial ocupa uma área de 18 mil m2 e conta com cerca de 15 mil túmulos. Durante a visita, teremos a oportunidade, não só de admirar a arte paleocristã da pintura a fresco, como também de conhecer os hábitos dos primeiros cristãos, numa época em que eram perseguidos pelas autoridades romanas. A pouca distância, encontra-se a Basílica de S. Lourenço Fora de Muros, uma das “sete igrejas” que compõem o itinerário jubilar da capital do Cristianismo. Edificada por Constantino no início do IV século ao longo da Via Tiburtina, alberga os túmulos do arquidiácono Lourenço, martirizado em 258; do protomártir Santo Estêvão; e de cinco papas, entre os quais Pio IX. O edifício sofreu grandes transformações nos séculos VI, XIII e XIX, e foi bombardeado em 1943, mas apresenta-se hoje como umas das mais belas basílicas romanas, onde se destacam o baldaquino e o pavimento cosmatescos, mas também a decoração em mosaico e os matroneus. Terminaremos as visitas da manhã na elegante Villa Torlonia. Situada na Via Nomentana, foi uma das residências dos Torlonia, última família nobre de relevo da aristocracia romana, e também, a partir dos Anos Vinte, de Benito Mussolini. Da nossa visita farão parte o Casino Nobile, o Casino dei Principi, a Casinha das Corujas e a Estufa Mourisca. Em estilo neoclássico, a villa apresenta ainda um agradável parque, outros edifícios de relevo, dois obeliscos e um cemitério hebraico da época romana.
Após o almoço, visitaremos outra das jóias arquitetónicas da Via Nomentana: a Basílica de Santa Inês Fora de Muros. Esta basílica menor foi construída pelo Papa Honório I, na primeira metade do VII século, no lugar onde tinha sido erguida uma velha basílica, em 342, por vontade de Constança, filha do imperador Constantino. Trata-se de um edifício semienterrado onde se encontra o sepulcro de Santa Inês e também os restos mortais da irmã Emerenciana. Uma especial atenção será dedicada ao mosaico da abside, que remonta à primeira metade do VII século e segue um esquema iconográfico derivado de Santo Apolinário em Classe, em Ravena. Após uma breve visita às catacumbas adjacentes à igreja, onde foi sepultada a mártir venerada neste complexo religioso, continuaremos para o Mausoléu de S. Constança, edificado em meados do IV século. A filha de Constantino ergueu este túmulo monumental para si própria nas imediações da primeira basílica e do túmulo de Santa Inês, da qual era devota. O edifício de forma circular foi utilizado como batistério da basílica adjacente e foi erroneamente identificado como Templo de Baco, devido à suas decorações em mosaico com cenas de vindima. Uma visita a este monumento é fundamental para o estudo da arquitetura romana tardo-antiga e da arte do mosaico paleocristão, que adapta os temas pagãos tradicionais à nova iconografia cristã. Ao final do dia, regresso ao Hotel St. John 4* ou similar. Jantar livre.

7º DIA – 4 DE DEZEMBRO (6ª Feira) – ROMA

Pequeno-almoço no hotel e saída para o centro histórico, onde começaremos por visitar a Ara Pacis, o imponente altar de mármore erguido em 9 a.C. pelo Senado para celebrar a pax augusta. Situado a uma milha romana do pomério (recinto urbano sagrado) de Roma, este altar foi edificado no Campo de Marte e configura-se como um dos melhores testemunhos da arte da época de Augusto, tendo como intenção celebrar a paz e a prosperidade atingidas após os vários feitos militares do primeiro imperador de Roma. A sua descoberta deu-se em duas fases (1568 e 1859), mas foi já no século XX, nomeadamente durante o regime fascista, que foi recomposta e protegida no local onde atualmente se encontra. O atual edifício do museu foi recentemente projetado pelo norte-americano Richard Meyer e alberga um espaço das exposições temporárias. Percorrendo as pitorescas e estreitas ruas do centro histórico, chegaremos depois ao Palácio Altemps, para uma visita a umas das melhores coleções de escultura romana de Itália. Este palácio renascentista do final do século XV pertenceu ao cardeal austríaco Marco Sítico Altemps, mas hoje em dia faz parte do Museu Nacional Romano. Entre as suas várias obras-primas, poderemos admirar o Acrólito e o Trono Ludovisi, a Vénus de Cnido, o Apolo Citaredo, o Ares Ludovisi, a Atena Parthenos e o Gálata Suicida. Uma visita a este palácio é essencial para o estudo da escultura greco-romana. Almoço em restaurante local.
Alvo das visitas da tarde será o maior complexo termal da antiga Roma: as Termas de Diocleciano. Ao serem construídas por Diocleciano entre 298 e 306, com os seus treze hectares de superfície, estas termas ultrapassaram em tamanho e capacidade as de Caracala, edificadas cerca de noventa anos antes. Atualmente o complexo faz parte do Museu Nacional Romano, mas alberga também o Planetário de Roma e a Basílica de S. Maria dos Anjos e dos Mártires, que ocupa o lugar onde funcionava o frigidarium. Durante a nossa visita, poderemos percorrer alguns espaços que serviram como balneários e ginásios, mas também os dois claustros da cartucha renascentista adjacentes à basílica. Exploraremos também as principais coleções arqueológicas, entre as quais o acervo epigráfico, o sector dedicado aos cultos romanos de origem estrangeira, bem como a secção relativa à magia e à Fonte de Anna Perenna. Entre antiguidades, jardins e espaços monumentais, esta visita transportar-nos-á literalmente para o quotidiano da Antiga Roma e elucidar-nos-á acerca de um povo tão disciplinado quanto supersticioso. Regresso ao hotel e alojamento. Jantar livre.

8º DIA – 5 DE DEZEMBRO (Sábado) – ROMA | LISBOA

Pequeno-almoço no hotel e check-out. De manhã, visitaremos a principal sede institucional de Itália: o Palácio do Quirinal. Situado no topo da colina homónima, foi edificado na segunda metade do século XVI como residência de Verão dos pontífices. Na sua decoração participaram os melhores artistas da época, nomeadamente Pietro Da Cortona, Domenico Fontana, Ottaviano Mascherino, Alessandro Specchi, Ferdinando Fuga, Flaminio Ponzio, Carlos Maderno, Guido Reni, Giovanni Lanfranco e Agostino Tassi. A sua superfície de 110.500 m2 coloca-o na sexta posição entre os maiores palácios do mundo e é actualmente sede da Presidência da República Italiana, embora tenha sido residência dos reis italianos entre 1870 e 1946. Do complexo fazem parte os belíssimos jardins, que abrem ao público apenas uma vez por ano; o Páteo de Honra; a Capela Paulina; e os vários salões decorados com pinturas a fresco, telas, tapeçarias e uma das melhores coleções de relógios de mesa do mundo. No caso de estar patente uma exposição temporária, visitaremos ainda os velhos estábulos, atualmente transformados em espaço museológico. Após o almoço, as nossas visitas continuarão no Palácio de Veneza, que dá o nome à praça mais central de Roma. Tendo sido construído pelo cardeal veneziano Pietro Barbo (futuro papa Paulo II) em meados do século XV, constitui-se como um dos mais importantes exemplos de arquitetura civil da primeira fase do Renascimento em Roma. Ao longo da história, foi sede diplomática da República de Veneza e do Império Austro-Húngaro, bem como sede do partido fascista e escritório de Benito Mussolini, entre 1923 e 1943. O palácio hospeda atualmente um museu nacional de arte renascentista e a mais importante biblioteca de arqueologia e história da arte do país.
Terminaremos a nossa viagem num dos monumentos mais emblemáticos da capital italiana: o Altar da Pátria. A majestosidade dos seus 17 mil m2 de mármore branco impressiona qualquer visitante desta cidade. No seu interior funcionam vários museus, entre os quais o Museu do “Risorgimento”, dedicado ao movimento de unificação de Itália, entre 1861 e 1870. Trata-se de uma homenagem ao rei Vítor Emanuel II, fundador da Itália moderna, mas também de uma extraordinária obra de arquitetura neoclássica, da autoria de Giuseppe Sacconi. Os modernos romanos poderão até chamar-lhe “bolo de casamento” ou “máquina de escrever”, atendendo ao seu aspeto, mas certamente as dimensões da estátua equestre do rei e das quadrigas cimeiras não deixam indiferente quem tem o privilégio de visitar a Caput Mundi. Esta será certamente a melhor forma de terminarmos o nosso périplo romano, na esperança de voltarmos para mais “imersões culturais”. No final das visitas, transporte até ao aeroporto para embarque em voo TAP, com destino a Lisboa. Partida prevista para as 19h35 e chegada a Lisboa pelas 21h50.

FIM DA VIAGEM
Ver especialista

Anísio Franco

Sub-diretor do MNAA

Anísio Franco é subdiretor do Museu Nacional de Arte Antiga. Licenciado em História da Arte, tem desenvolvido vários estudos no campo da história da arte em Portugal e comissariado múltiplas exposições de arte em Portugal e no estrangeiro. Tem ministrado cursos de pós-graduação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na Universidade Autónoma de Lisboa, na Escola Superior de Educadores Maria Ulrich e no Instituto Superior de Novas Profissões (Ensino Politécnico Lusófona).

Paralelamente tem guiado inúmeras visitas de teor cultural por todo o mundo. Da sua multifacetada carreira destaca-se ainda a participação em programas televisivos no âmbito da história da arte portuguesa, bem como a participação em filmes, documentários e séries. Entre outras obras que publicou destacam-se Histórias de Antiguidades, uma colectânea de crónicas que sintetizam a visão que tem sobre a forma de ver o mundo e a arte, o roteiro Caminhar por Lisboa na companhia de Anísio Franco e Lisboa Desconhecida e insólita, histórias que provavelmente nunca ouviu, que revelam a interesse que nutre pela história da cidade de Lisboa.

 

Esta viagem terá também o acompanhamento pelo especialista Vasco Sintra durante a viagem (a partir de Roma):

Vasco Sintra

Guia cultural oficial em Itália

Especialista Vasco SintraVasco André Oliveira Sintra
Nascido na Figueira da Foz em 1983, desde sempre nutre uma grande paixao por História, Arqueologia, Arte, Geografia e Línguas, pelo que, desde tenra idade, começa a aprofundar os seus conhecimentos acerca de culturas antigas, História de Portugal e de outros países, bem como de línguas e literatura estrangeiras.

Em 2001, inicia a Licenciatura em Jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e, em 2003, muda-se para Roma, a fim de cumprir o programa Erasmus, que acaba por durar dois anos lectivos. Terminada a licenciatura, entra como estagiário na Agência Lusa, em Lisboa, e regressa a Itália, como seu correspondente.

O seu espírito inquieto e curioso levam-no também a dar início a uma carreira no mundo do turismo, trabalhando em diversos sectores até alcançar a posição de proprietário e director de um operador turístico na capital italiana. Sedento de novas experiências e dando asas ao seu carácter empreendedor, decide continuar a aprofundar os seus estudos no âmbito arqueológico, histórico e artístico, tendo obtido, em 2010, a licença de Guia Turístico Oficial de Roma.

Simultaneamente, acompanha grupos de turistas de língua portuguesa em toda a Itália. O seu amor pelo Belo coroa-se com uma longa experiência de trabalho no grandioso templo da arte mundial que são os Museus do Vaticano.
A paixão pela Geografia e o domínio de vários idiomas (português, italiano, inglês, espanhol, francês, alemão, holandês, russo e grego moderno) caminham paralelamente no seu mundo, sendo fontes inesgotáveis de emoções, descobertas e novos desafios. Da sua experiência de vida fazem parte, com efeito, viagens culturais a vários países, em diversos continentes.

No entanto, o seu infinito amor por Itália, seu país de adopção há quase duas décadas, criou em si o desejo de o desvendar, narrar e fazer amar a todos os que o seguem nas suas viagens de exploração de cunho histórico-cultural.

 

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Roma desconhecida

desde 3400€

por pessoa

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Roma desconhecida

desde 3400€

por pessoa

  • Preços por pessoa
    Mínimo de 15 participantes
  • Em quarto duplo
    3.400€
  • Suplemento quarto individual
    450€

 

 

Nota:
Para partidas do Porto, por favor consulte-nos.

O preço inclui

  • Acompanhamento pelo Dr. Anísio Franco durante a viagem;
  • Acompanhamento pelo especialista Vasco Sintra durante a viagem (a partir de Roma);
  • Passagem aérea em classe económica para os percursos Lisboa / Roma / Lisboa - em voos regulares TAP com direito a 1 peça de bagagem de porão de 23 Kg;
  • 7 noites de alojamento em hotéis de 4****, com pequeno-almoço incluído;
  • Refeições conforme o programa (8 almoços);
  • Todos os transportes conforme indicado no programa;
  • Guia local de expressão portuguesa;
  • Todas as visitas e entrada mencionadas no programa;
  • Taxas de aeroporto, segurança e combustível no montante de 178€ (à data de 26/05/2026) – a reconfirmar e atualizar na altura da emissão da documentação;
  • Rádio-guias;
  • Seguro Multiviagens Premium.

O preço não inclui

  • Bebidas às refeições;
  • Gratificações;
  • Tudo o que não esteja como incluído de forma expressa;
  • Despesas de caráter particular designados como extras.

 

NOTA IMPORTANTE:
A presente cotação está sujeita a reconfirmação mediante as disponibilidades de voos e hotéis da vossa reserva. Os valores acima representados poderão sofrer eventuais alterações em caso de significativas oscilações cambiais e/ou e de custo de combustível e e/ou eventuais novas taxas, tendo em conta a atual conjetura internacional.